Sim, é possível. Mas o risco de você danificar sua caixa de câmbio não compensa a artimanha. Esse tipo de troca de marcha é muito comum em carros de corrida: nos modelos da Stock Car e Fórmula 1 a embreagem só é acionada nas largadas e nas saídas de box.

Entretanto, mesmo nesses veículos, os motores contam com auxílio eletrônico para garantir que a rotação esteja adequada para a troca solicitada pelo piloto.

Para fazer a chamada troca de marcha “no tempo” é preciso deixar a rotação do propulsor dentro de uma estreita faixa em que a rotação dos eixos no interior do câmbio seja a mesma.

Se houver diferença, não será possível mover a alavanca de troca de marchas com facilidade — e se o motorista insistir, poderá haver quebra de dentes das engrenagens.

Para quem acha ruim ter que pisar na embreagem para trocar de marcha, saiba que poderia ser pior.

Até meados dos anos 1970, ainda existiam modelos sem marchas sincronizadas. Por conta disso, para trocar as relações era preciso pisar na embreagem duas vezes.

Na primeira, acionava-se o pedal, deixava o câmbio em ponto morto e soltava a embreagem. Em seguida, era preciso apertar novamente o pedal para, aí sim, engatar a marcha.

A sincronização da marcha faz com que as velocidades da relação engatada seja a mesma da que será selecionada.

Por questão de custos, muitos carros não têm, até hoje, a ré sincronizada. Neles acontece aquele ruído característico, de marcha “arranhando”, caso a ré seja acionada com o veículo em movimento.

Fonte: Auto Esporte