Por conta do peso que cada roda sustenta, do torque do motor e até a potência dos freios. O principal papel dos parafusos e porcas é pressionar a roda contra o cubo do eixo, aumentando o atrito necessário para transferir a força do motor até os pneus e também para suportar a massa não-suspensa (ou seja, toda aquela apoiada na suspensão) do veículo.

Em veículos leves e com baixa potência, como o Smart ForTwo e Ford Corcel, três parafusos bastavam para segurar as rodas. Por isso o Kwid elétrico (que tem mais torque e é mais pesado que a versão a combustão) passou a usar quatro parafusos.

Algumas marcas optam por usar porcas, que se prendem a pinos rosqueados acoplados ao cubo do veículo. Essa solução não tem grandes vantagens em relação aos parafusos, mas facilita a troca dos pneus por oferecer pontos de apoio para fixar as rodas antes do aperto.

Vale ressaltar, porém, que mais elementos de fixação não significam que o carro é mais potente: alguns hiperesportivos e a maioria dos carros de corrida têm rodas presas por apenas uma porca, ainda que de dimensões maiores.

Aperta com jeitinho

Um ponto importante é que os parafusos ou porcas devem ser apertados ou soltos em uma sequência específica durante a troca do pneu.

Eles devem ser colocados ou removidos sempre em cruz ou estrela, e nunca no sentido horário ou anti-horário.

Esse cuidado evita o empenamento da roda ou do cubo, provocado quando um lado da peça fica com muito mais apertado do que outro.