Esse sistema abaixa o espelho do lado direito assim que o motorista engata a ré. Ele serve para que o condutor enxergue o meio-fio em balizas e evite que a roda seja ralada durante a manobra. O carro obrigatoriamente precisa ter retrovisores elétricos para receber o recurso, mas seu funcionamento pode variar.

Nos modelos mais simples, o espelho simplesmente abaixa em alguns graus, mirando o meio-fio. Mas uma versão mais avançada possibilita ao motorista memorizar a posição do rebatimento de forma simples: ao engatar a ré com o sistema acionado, o espelho é ajustado para que possa ver corretamente a roda e o meio-fio, e essa posição será repetida nas próximas vezes em que for manobrar. Nos carros mais caros o tilt-down também pode ser habilitado no lado do motorista, para manobras em ruas de mão única.

O avanço da integração de múltiplos sistemas do carro em uma só central também deu mais versatilidade ao tilt-down. Ele pode, por exemplo, desligar sozinho se a manobra em ré ultrapassar uma determinada velocidade, retomando a visão lateral quando o motorista precisar dar meia-volta em alguma via. E veículos que oferecem espelhos eletrocrômicos desativam esse escurecimento quando a ré é engatada para refletir melhor eventuais obstáculos.

Esse recurso também acompanhou a última evolução dos retrovisores, que agora podem ser substituídos por câmeras. No Audi e-tron, por exemplo, a tela amplia a parte inferior da imagem, simulando o tilt-down e aumentando a visão do meio fio.

Fonte: Auto Esporte