Pouco a pouco, os veículos elétricos vão superando uma das maiores objeções dos consumidores: graças ao desenvolvimento de baterias mais eficazes, a autonomia de deslocamento dos modelos tem melhorado. Enquanto veículos de “entrada” como o Chevrolet Bolt oferecem cerca de 385 km de rodagem, fabricantes como a Tesla prometem lançamentos com super desempenho em todos os sentidos: uma das versões do Model S promete rodar mais de 640 km com uma única carga.

O problema é que não é fácil nem barato produzir equipamentos capazes de armazenar tanta energia, o que compromete o preço final dos elétricos e ainda os deixa como opção distante para a maioria dos motoristas.

Diante disso, a empresa francesa NAWA Technologies apresentou uma nova tecnologia capaz de promover maior eficiência na hora de armazenar e distribuir energia. De acordo com o anúncio, a inovação ajudará a resolver outra questão delicada: se descartadas incorretamente, as baterias que não têm mais potencialidade de recarga podem causar consideráveis danos ambientais (principalmente por conta da ação de alguns metais como o cobalto).

Os pesquisadores utilizaram nanotubos de carbono para substituir os atuais condutores que fazem a corrente elétrica circular. Tal tecnologia já vem sendo utilizada pela indústria aeroespacial e em equipamentos que requerem alta precisão, como telescópios profissionais.

Considerada uma das maiores inovações na engenharia de materiais, esses nanotubos contam com altíssima capacidade de condução elétrica e térmica, superando de maneira expressiva as características de condutibilidade de elementos como o cobre.

De acordo com os pesquisadores da NAWA, a aplicação de 100 bilhões de nanotubos arranjados verticalmente como conectores do circuito elétrico permitirá aumentar em 10 vezes a energia das baterias, em três vezes a capacidade de armazenamento de energia e a redução do tempo de recarga.

O uso da tecnologia também aumentaria a vida-útil das baterias, reduzindo o descarte desses equipamentos. A empresa francesa afirma que realiza testes finais para a aplicação da tecnologia e, se tudo correr bem, pretende disponibilizá-la no mercado até 2023.

Fonte: Auto Esporte